Eficiência energética e energias renováveis são caminho para o desenvolvimento da energia brasileira

16 de julho de 2019

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É fato. Não há mais como dissociar o investimento em fontes renováveis de energia às mudanças climáticas. Em um planeta cada vez mais devastado pelos impactos ambientais, a busca pela produção de energia limpa é uma das alternativas mais assertivas se a intenção for mesmo amenizar os efeitos das mudanças no clima e minimizar danos provenientes de tempestades, inundações, perda da biodiversidade e elevação da temperatura da Terra.

O que nem todo mundo sabe é que a energia renovável (eólica, solar ou hidráulica) é um sistema que pode ajudar o país a aumentar os índices de eficiência energética. E motivos não faltam para justificar essa relação. De acordo com a Empresa de Produção Energética (EPE), a demanda por energia deve dobrar até 2050 no Brasil. A necessidade de investir em projetos desse porte se faz ainda mais urgente, já que 10% de toda a produção energética é desperdiçada por ano – montante capaz de abastecer, por exemplo, o estado do Rio de Janeiro.

O que isso quer dizer? Que a redução e a otimização do consumo, dois dos grandes objetivos da eficiência, não serão mais uma alternativa, e sim uma prioridade a serem encarados pelos cidadãos e pelos micro e grandes empresários.

Para entender na prática a importância dessas alternativas sustentáveis caminharem lado a lado, podemos imaginar um balde. Se um sistema de energia solar for instalado em uma unidade ineficiente, ou seja, que não investe em tecnologia, manutenção e substituição de equipamentos com alto nível de consumo, funcionará como encher um balde furado com água da chuva.

Por isso, deve-se primeiro aumentar a eficiência das empresas e investir em mudanças de hábitos que envolvam todo o efetivo. Estima-se que somente com mudanças simples de comportamento, as indústrias consigam reduzir até 10% o consumo de energia.

Uma das ações mais assertivas no que diz respeito à redução de consumo é a substituição de motores elétricos por equipamentos com maior índice de eficiência.

Mas imagina o quanto a otimização desse consumo pode avançar se nessa equação forem somadas conscientização, eficiência e energia renovável? Redução de custos e aumento da competitividade serão apenas os reflexos iniciais da ordem econômica. A nível ambiental, o impacto pode ir muito além: são toneladas de CO2 deixarão de ser lançados na atmosfera.

Cobre é aliado no desenvolvimento de energia renovável

De acordo com relatório projetado pela British Petroleum (BP), a demanda global por energia renovável deverá crescer em um ritmo acelerado nas próximas décadas. Nesse contexto, o cobre terá um papel de extrema importância, já que pode melhorar significativamente a eficiência dos equipamentos elétricos, tornando-se indispensável no desenvolvimento da energia renovável.

Um estudo feito pela International Copper Association – Associação Internacional do Cobre (ICA) – indica que os geradores de energia renovável, em média, usam oito a doze vezes mais cobre do que os geradores tradicionais. Tamanha demanda pode ser explicada pela eficiência do metal, o segundo mais rápido condutor de energia, atrás apenas da prata. E não é só isso. Para cada tonelada de cobre usada em um sistema de energia renovável são menos 7,5 mil toneladas de emissão de carbono.

No cenário mundial, a China dá exemplo e se apresenta como um dos países que mais trabalha para alavancar a energia renovável. Tanto é verdade que até 2050 promete ter 50% do consumo total de energia primária baseada em fontes renováveis e limpas.

Mas o Brasil não fica para trás. Meta estabelecida pelo país no Acordo de Paris – do qual os Estados Unidos saiu em 2017 – consiste em encolher o consumo de energia elétrica em 10% até 2030. Significa dizer que o investimento em energias renováveis e as medidas de eficiência energética serão os atores principais para alcançar essa meta. E o cobre poderá ser um grande aliado.

Fonte: Adaptado de G1

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